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Piauí tem o 3° maior crescimento do Brasil em 13 anos, relava pesquisa

O Piauí teve terceiro maior crescimento do Piauí em 13 anos, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em sua pesquisa Contas Regionais Brasil. Na série estudada, entre o período de 2002 a 2015, o Estado de Tocantins ficou em primeiro lugar, com crescimento de 101%; seguido de Mato Grosso, que ficou em segundo lugar, com crescimento de 100% e; o Piauí, em terceiro lugar, com 84,4%.

O presidente da Fundação Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais do Estado do Piauí (Cepro), sociólogo Antônio José Medeiros; afirmou que tiveram peso no crescimento do Estado de 84,4% os programas sociais de transferência de renda; o crescimento do agronegócio e da produção de usinas eólicas; os investimentos em infraestrutura, quando homem e cooperação Federativa, em uma sintonia entre o Governo do Estado e Governo Federal.

Ele lembra que a indústria da construção civil teve um crescimento expressivo no período, quando a Universidade Federal do Piauí (Ufpi) investiu na construção de sete novos prédios de grande e médio porte em Teresina, Parnaíba, Picos e Floriano, além de equipamentos e; o Instituto Federal do Piauí (Ifpi) construiu 13 novos prédios em Teresina e no interior do Piauí no período.

“É claro que programas sociais de transferência de renda, como o Bolsa Família, e as aposentadorias para trabalhadores rurais ajudaram no crescimento no Piauí, mas tiveram grande peso os investimentos na construção de estradas, asfaltamento de estradas, construção de escolas, investimentos feitos municípios na construção de escolas e creches”, afirmou Medeiros.

Ele lembra que na pesquisa Contas Regionais do Brasil já aparece o impacto das usinas de energia eólica, em primeiro ano de produção, 2015. De acordo com Antônio José Medeiros, os primeiros parques de energia eólica começaram a ser implantados em 2013 e a produzir dois anos depois, em 2015.

“Os parques de produção de energia eólica e solar começam a ter de fato impacto na economia dois anos depois da implantação. Os parques de energia solar que foram inaugurados no ano passado no Piauí produzirão impacto na economia dois anos depois”, analisou o presidente da Fundação Cepro.

Volume do PIB

De acordo com a pesquisa do IBGE, na série estudada, 2002-2015, o volume do PIB brasileiro cresceu, em média, 2,9% ao ano (a.a.). O estado que mais sobressaiu nesse período foi Tocantins, com média de 6,0% a.a., seguido por Mato Grosso, com 5,5%, e Piauí, com 4,8% a.a.
Em Tocantins, o destaque foi a Indústria, com aumento de 7,2% a.a.. No Mato Grosso, a variação foi impulsionada pelo setor Agropecuário, que se elevou em 8,5% a.a., acompanhando o desenvolvimento do Cultivo de soja no Estado.

No Piauí, a maior variação ocorreu na Indústria, que cresceu 7,0% a.a. de 2002 a 2015. Antônio José Medeiros informou que para o IBGE, a produção de energias eólica e solar são consideradas atividades industriais, classificadas como Serviços Industriais de Utilidade Pública).

A exemplo do Tocantins, todos os estados da Região Norte registraram variação em volume do PIB maior que a média nacional. Seguida da Região Norte, com variação em volume de 4,3% a.a., está a Região Centro-Oeste, com 4,1% a.a., destacando-se o desempenho já mencionado do Mato Grosso.

Cabe ressaltar que o decréscimo de 3,5% em volume do PIB do Brasil, em 2015, em relação a 2014, foi o segundo registrado com variação negativa na série, visto que, em 2009, a redução fora de 0,1%. Além de ter apresentado a maior queda em volume da série, 2015 foi o primeiro ano em que todas as Unidades da Federação também registraram queda. A Região Sul assinalou o menor crescimento em volume do PIB ao longo da série (2,4% a.a.) e também foi a região com a maior queda entre 2014 e 2015 (4,1%).

Tal resultado foi influenciado pelo desempenho do Rio Grande do Sul, que decresceu em volume, entre 2002 e 2015, em atividades relevantes, como Indústrias de transformação (-0,5% a.a.) e Outras atividades de serviços (-0,9% a.a).


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