Chamado de “bicha”, goleiro piripiriense repudia gritos homofóbicos em estádio: “Torcida despreparada”

Jaílson, goleiro do Timon — Foto: Stephanie Pacheco/GloboEsporte.com
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As manifestações homofóbicas no estádio Helvídio Nunes, no primeiro jogo da final da Série “B” do Campeonato Piauiense, em Picos, ainda entristecem o goleiro piripiriense Jaílson, que joga no time do Timon.

Chamado de “bicha” e “vi@#&”, durante a partida, o camisa 1 da Águia Soberana contou pela primeira vez como se sentiu após os gritos da torcida do Zangão. Além de lamentar o ocorrido, o jogador pediu uma penalidade mais rígida para que gritos de ofensas não voltem mais a acontecer com outros atletas.

– O que aconteceu é lamentável. Sou pai de família, tenho filhos e, infelizmente, ainda acontecem esses tipos de ofensas ao profissional. Ao invés da torcida estar lá apoiando o seu time, dando força máxima aos jogadores da sua equipe, vão para um estádio ofender e tentar tirar o atleta profissional do foco da partida. É lamentável e espero que tenha punição. Até porque, outros profissionais vão voltar à cidade e que não possam mais acontecer essas ofensas – lamentou Jaílson.

Goleiro do Timon na Série B do Piauiense, Jaílson revelou que essa é a primeira vez na carreira que precisou administrar atitudes como essa. Os gritos homofóbicos que saíram do local destinado à torcida auriverde foram registrados na súmula da partida entre Picos e Timon, no último final de semana. Com o ato documentado, o camisa 1 pede que as providências sejam tomadas.

Súmula drone e grito homofóbico, Picos x Timon, Série B do Piauiense 2019 — Foto: Reprodução/FFP

Súmula drone e grito homofóbico, Picos x Timon, Série B do Piauiense 2019 — Foto: Reprodução/FFP

– A torcida tem que ir para torcer e apoiar, não chegar em um estádio e ficar ofendendo, inventando e fazendo ofensas aos atletas da equipe adversária. Isso é uma torcida despreparada (a atitude). Porque a preparada, vai a campo para ajudar sua equipe, dar força e apoiar, não ficar ofendendo a equipe adversária. Espero que possa ter a punição rígida para que isso não volte a acontecer – comentou o jogador.

As punições a gritos homofóbicos ganharam força no mundo do futebol nos últimos anos. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) determinou que os clubes poderão ser punidos com perda de três pontos, sendo o dobro da pontuação para reincidentes, em casos de gritos homofóbicos entoados nos estádios. Em outros casos, como o da CBF, na Copa América, a entidade foi multada e, R$ 57 mil pelo ato de alguns torcedores Brasil x Bolívia, no Morumbi.

Com a derrota no jogo de ida da Série B, o Timon precisa reverter a situação, desta vez, em casa. Para garantir o título da Segundona do estadual, a Águia Soberana precisa vencer por 1 a 0 na partida de quinta-feira, 20h, no estádio Lindolfo Monteiro. As duas equipes já estão garantidas na elite do Piauiense de 2020.

Fonte: Globoesporte.com
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