Morte de traficante no Piauí provocou massacre de 56 mortes no Amazonas

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A Secretaria  de Segurança Pública do Estado do Piauí em parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas, através da Delegacia de Combate ao Crime Organizando do Estado do Amazonas, realizou uma operação na manhã de hoje (26/07), em Teresina, que resultou na prisão de sete pessoas e apreensões de armas como submetralhadoras, pistolas, revólveres e drogas.

A operação denominada “Guará” foi deflagrada em virtude das 56 mortes ocorridas no sistema prisional no estado do Amazonas motivadas após a divulgação de vídeo que resultou na tortura e morte de um dos maiores traficantes de drogas do país. A operação “Guará” está presente nos estados do Maranhão, Ceará, Amazonas, Santa Catarina e no Piauí.

“A operação é oriunda do Estado do Amazonas onde 56 foram mortos no sistema penitenciário amazônico e as investigações chegaram até nós da secretaria e onde a polícia daquele estado solicitou o apoio há três meses atrás onde no Piauí foram presos sete pessoas além de outras prisões nos Estados do Ceará, Santa Catarina, Rio Grande do Norte e outros estados. O Piauí entrou na operação por conta da morte de um dos líderes que foi atraído para fazer um grande roubo na região o que era fachada e foi assassinado em Teresina, e isso gerou insatisfação dentro da própria facção chamada de ‘Família do Norte'”, afirmou o Secretário de Segurança Fábio Abreu sobre a operação deflagrada hoje.

Os presos acusados de ligação com a facção criminosa Família do Nort,  que matou 56 detentos no sistema prisional do Amazonas,  são piauienses e teriam participado diretamente da execução de Magnata, em maio deste ano.

Segundo o delegado Humberto Mácola, coordenador da Operação Guarás no Piauí, foram presos cinco homens e duas mulheres, sendo que uma delas passou mal durante a abordagem. Além de armamento pesado como uma submetralhadora, foram apreendidos Skank, a conhecida como super maconha e R$ 40 mil.

As prisões ocorreram nos bairros Lourival Parente e Monte Castelo, ambos na zona Sul, e Renascença, na zona Sudeste.

Humberto Mácola informou que o traficante  amazonense Magnata foi vítima de emboscada em Teresina e teria ficado pelo menos três dias em um cativeiro.

“Ele foi trazido para Teresina com a promessa de fazer levantamento para um assalto milionário. Mas foi enganado, colocado em cativeiro, torturado morto e o corpo desovado em Caxias-MA. Tudo foi filmado para que fosse divulgado em Manaus com o intuito de provocar rixa dentro da facção”, disse Mácola, da Diretoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Piauí(SSP-PI).

De acordo com Humberto Mácola, os sete piauienses teriam participação em um segundo homicídio, sem qualquer relação com a facção criminosa. Alguns dos presos piauienses têm grau de parentesco e já tinham antecedentes criminais, de acordo com a Polícia Civil do Piauí.

“Eles são bem organizados, mas já estavam sendo monitorados, tanto que apreendemos todo esse material,  cerca de 10 kg de maconha, nove armas de fogo, vários aparelhos celulares e R$ 40 mil usado para o financiamento do tráfico de drogas. A facção enviou um membro para ser executado em Teresina e pudesse fazer o vídeo. Os piauienses teriam feito a execução e estamos investigando a motivação. O Piauí foi escolhido por ser distante de Manaus e algumas pessoas que já eram envolvidas com o tráfico de drogas no Piauí tinham passado por Manaus. Os piauienses já tinham antecedentes por tráfico, estelionato e são quase todos da mesma família, primos, sobrinhos, irmãos, cunhados”, falou  Humberto Mácola.

Os sete  presos devem responder por associação criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e homicídios.

“Um dos membros da facção criminosa veio de avião a Teresina com documento falso para participar de um assalto milionário. Só que não existia esse roubo. Ele veio enganado, foi vítima de uma emboscada por membros da própria facção que está em guerra interna, ou seja, existe mais de um líder dentro desse grupo brigando pelo poder”, falou o secretário Fábio Abreu.

Conforme ele, Magnata teve sua tortura e a morte documentadas em um vídeo.

“O vídeo mostra ele amarrado, com o rosto sangrando e bastante machucado. Ele foi obrigado a dar declarações sobre a facção criminosa, que a esposa de um dos membros dessa facção traía o marido e em seguida foi morto”, adiantou Fábio Abreu.

No Piauí, participaram da operação policiais civis do  DOE, DEPRE, GRECO Homicídios e Núcleo de Inteligencia da SSP/PI.

Fonte: Meio Norte

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