Piauí gera 7,5 mil empregos com retomada de 400 obras

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O Governo do Piauí calcula que 7,5 mil empregos diretos serão gerados nos próximos meses com a retomada de mais de 400 obras em 158 municípios. Essas obras serão tocadas com recursos do empréstimo de R$ 293 milhões da Caixa/Finisa, liberado no dia 8 de julho. Serão feitas intervenções estruturantes de mobilidade urbana e construção ou recuperação de estradas.

“Assim, o Estado espera amenizar o impacto da crise econômica nacional no Piauí. Se há uma recessão ou mesmo queda na economia, o papel do poder público é anticíclico, é impulsionar investimentos. Por isso, esses R$ 300 milhões liberados pela CEF/Finisa tornaram-se importantes”, explica o governador Wellington Dias.

A retomada de obras movimenta toda a cadeia produtiva. O Estado paga as construtoras, que contratam trabalhadores. Esses, por sua vez, passam a consumir e movimentam o comércio, que vende mais e, por isso, compra mais dos fornecedores, seja indústria ou agricultura.

Como as obras são em várias regiões do estado, quase toda a população será beneficiada diretamente: 2,9 milhões de pessoas alcançadas, 90% dos habitantes piauienses. Na área de mobilidade urbana, que inclui pavimentação asfáltica e poliédrica, o valor investido será de R$ 170 milhões. Em estradas, serão outros R$ 117 milhões. Nas obras estruturantes, R$ 28 milhões. O total chega a R$ 315 milhões porque o Estado incluiu R$ 22 milhões que não foram utilizados na primeira parcela do empréstimo, de R$ 307 milhões, liberada em 2017.

A Controladoria Geral do Estado (CGE) calcula que a suspensão das obras por um ano levou um prejuízo de R$ 28 milhões aos cofres públicos. “A paralisação de uma obra consiste em desmontar estrutura, dispensar trabalhadores, recolher máquinas, fora o custo dos insumos, que aumenta com o passar o tempo”, explica o controlador-geral do Estado, Márcio Sousa.

O estudo da CGE sobre os prejuízos envolve três pontos. O primeiro é o reajuste dos valores em razão do bloqueio dos recursos (maio de 2018 a maio de 2019), tomando por base o Índice Nacional da Construção Civil (INCC) – de 4,4452% no período. Só por isso, a lesão ao erário foi de R$ 14 milhões.

O segundo ponto foi o custo com mobilização e desmobilização das obras que tiveram que ser paralisadas. Segundo a CGE, levando em contas dados publicados pelo Tribunal de Contas da União, o prejuízo chegou a R$ 8,2 milhões.

Por fim, o Estado do Piauí arcou com um custo financeiro de R$ 5,8 milhões referente ao desembolso da taxa de comissão (2% do valor global do contrato), tendo recebido apenas 51,16% do valor contratado.

As obras foram suspensas quando o Tribunal de Contas da União (TCU), atendendo a uma representação de deputados da oposição ao Governo do Estado, recomendou que a CEF não liberasse a segunda parcela do empréstimo.

O Estado recorreu da decisão e, em novembro de 2018, o TCU autorizou à Caixa a liberar a segunda parcela. No entanto, somente no dia 8 de julho, após determinação do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, o banco repassou o recurso à Secretaria da Fazenda do Piauí.

Transcerrados, Uespi e adutora estão entre os principais investimentos

Das mais de 400 obras, as que receberão maior parcela de recursos são a adutora do litoral (R$ 11,2 milhões), o trecho da rodovia entre os municípios de Dom Inocêncio e São Lourenço (R$ 9,8 milhões) e o trecho da estrada Picos – Itainópolis (R$ 6,9 milhões).

Segundo a Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), várias obras serão concluídas com o dinheiro do empréstimo, como o alargamento da PI-116 (Parnaíba – Pedra do Sal), a PI-375 (Picos – Santana do Piauí) e a PI-112 (Povoado São José e entroncamento com a PI-213, em Porto).

No sul do estado, ação importante para o escoamento de grãos: investimento na Transcerrados (PI-397), em dois trechos. Um na etapa Sebastião Leal – entroncamento para Palmeira do PI. O outro, na rodovia PI-141, ligando Colônia do Gurgueia ao entroncamento com a PI-397.

Entre as centenas de intervenções, destacam-se ainda a rodovia de ligação do trecho entre Brasileira e a PI-111 (Parque de Sete Cidades); a rodovia que liga Buriti dos Montes à divisa com o Ceará; a construção e reforma do campus da Uespi de Oeiras e a urbanização do Porto de Tatus no município de Ilha Grande, no litoral do Piauí.

Serão beneficiadas também o Porto das Barcas, em Parnaíba; o ensino a distância; a ampliação da Praça Sebastião Rodrigues, em Anísio de Abreu; e a ligação entre os povoados Ema, Felicidade e o município de José de Freitas.

Fonte: Meio Norte.

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