Por que o quadro negro é verde ?

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Você, provavelmente, já deve ter se perguntado isso. Porque, mesmo que o termo “quadro negro” tenha uma cor bem explícita em seu nome, quase todo quadro, usado com o propósito educacional, não é preto? Sim, os quadros negros na maioria das vezes são verdes. Peculiar não é mesmo? Mas afinal de contas, porque o quadro negro é na verdade verde e não preto? Ou então, porque não o chamam simplesmente de quadro verde?

A resposta, para essas perguntas, vêm de 200 anos atrás, quando os quadros negros eram realmente pretos. A alteração, para a cor verde, é um tanto quanto recente. E até já está em desuso nos dias de hoje. O termo é mais para designar um painel usado para transcrever para uma sala inteira, do que para dizer a cor exata do objeto. Tanto que os novos quadros usados hoje em dia na salas de aula, não são nem pretos e nem verdes, mas sim brancos.

O quadro negro

Segundo o autor do livro Uma história pessoal da sala de aula, Lewis Buzbee, painéis de ardósia usado por professores em sala de aula não surgiram até o início de 1800. E o nome “quadro negro” não foi usado até 1815. Nessa época, eles eram feitos com ardósia, ou nas áreas rurais, eram apenas tábuas de madeira pintadas, com claras de ovos misturadas com restos de batatas carbonizadas para dar um tom escuro.

Com o tempo, os quadros começaram a serem confeccionados em madeira escurecida, com tinta à base de porcelana. Nessa época, eles eram fiéis ao seu nome, e eram realmente pretos. E essa tecnologia, relativamente acessível foi um grande sucesso, e acabou por mudar a educação para sempre. Tanto que, até meados do século XIX, até as escolas rurais tinham um quadro negro.

Como dito em um manual de ensino de 1841, o The Blackboard in the Primary School. “O inventor ou introdutor do sistema de quadro negro merece ser classificado entre os melhores colaboradores da aprendizagem e da ciência, se não entre os maiores benfeitores da humanidade”.

O quadro verde

á no século XX, os quadros negros passaram por uma modificação, embora ainda tivessem o mesmo propósito. Na década de 1930, os fabricantes começaram a fazer quadros negros utilizando tinta esmaltada de porcelana verde sobre uma base de aço. Trinta anos depois, em 1960, a tendência do quadro verde estava no auge. Até porque a nova cor era muito mais confortável. Isso porque a tinta de porcelana verde diminuía o brilho.

Então, depois disso, muitos quadros foram gradativamente sendo substituídos pelos novos quadros negros que, na verdade, eram verdes. Hoje em dia, muitas crianças em idade escolar podem até não conhecerem os quadros negros ou “quadros verdes”. Isso porque, já no final da década de 1990, as escolas começaram a implementar os quadros brancos, que produzem bem menos poeira.

Segundo o The Atlantic, na virada do milênio, os quadros brancos já superaram os tradicionais quadros negros, em proporções de 4 para 1.

Fonte: Fatos Desconhecidos.

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